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Maioria pagará dívida com 13º salário, na Paraiba
15/10/2006

 Edson Verber

A maioria dos paraibanos - 50,29% - usará parte ou o total da segunda parcela do 13º salário, a ser paga a partir de 30 de novembro até 20 de dezembro, para quitar suas dívidas, superando o percentual do ano passado que foi de 43,59%. A intenção de gastar o 13º com compras, obteve 39,02% das respostas dos entrevistados.

Os dados constam de pesquisa realizada pelo Ifep (Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba) em parceria com o Sebrae-PB (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba), na RMJP (Região Metropolitana de João Pessoa), cujo principal objetivo é conhecer a intenção de compra dos consumidores da Região e suas preferências na hora de fazer as compras de Natal.

A coordenadora da pesquisa, economista Ivonice Marques, destacou que também foi perguntado na pesquisa, aos consumidores, se haviam comprado a crédito este ano, a maior parte (69,89%) respondeu positivamente; destes, 64,63% não conseguiram quitar suas dívidas. Em relação às formas de obtenção de crédito, cerca de oitenta por cento dos entrevistados utilizaram o cartão de crédito, 32,48% cartão de loja, 11,58% bancos, 5,79% financiamento das lojas e 3,22% financeira CDC.

A pesquisa, lembrou Ivonice, procurou saber se os entrevistados tinham contraído algum tipo de empréstimo este ano. 17,53% responderam que sim. Destes, 83,33% afirmaram não ter quitado. De acordo com os dados apurados pela pesquisa, uma grande parte dos consumidores se apresentou bastante endividados.

Otimismo

A pesquisa também procurou conhecer as expectativas dos consumidores nos próximos 12 meses, em virtude da coleta dos dados ter acontecido no momento em que estamos para eleger o novo Presidente da República. O resultado mostrou um consumidor confiante, haja vista que grande parte dos entrevistados (46,07%) acredita que nos próximos doze meses estarão vivendo momentos melhores; este resultado no ano passado foi de 28,47%.

O número dos que acreditam que a situação permanecerá a mesma apresentou retração com relação ao ano anterior (32,58% este ano, contra 34,76% no ano passado). Houve retração este ano também no número dos mais pessimistas (este ano 16,63%, contra 34,76% no ano passado). O percentual dos que não souberam ou não quiseram responder atingiu 4,72% dos entrevistados.

Estes resultados mostram, concluiu a coordenadora, que em relação ao ano anterior, os entrevistados estão mais otimistas.



Fonte: Jornal Correio da Paraiba 24/10/06
 
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